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Ministro de energia saudita: queremos preços sustentáveis para o petróleo

“Como a tensão segue alta em nossa região, a Arábia Saudita continuará a fazer tudo o que puder para assegurar a estabilidade dos mercados de petróleo”, afirmou o ministro

Conversa entre ministros de Energia da Venezuela (Manuel Quevedo, à esquerda), Arábia Saudita (Abdulaziz bin Salman, ao centro) e Rússia (Alexander Novak) durante reunião da Opep em Viena,

DAHRAN (Reuters) – A Arábia Saudita, líder na prática da Opep, trabalhará pela estabilidade do mercado de petróleo em um momento de aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, mirando preços sustentáveis para a commodity e um crescimento da demanda, disse o ministro de Energia do reino nesta segunda-feira.

O ministro, príncipe Abdulaziz bin Salman Al-Saud, disse que é muito cedo para falar sobre se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, um grupo conhecido como Opep+, continuarão com um pacto por cortes de oferta que vai até março.

“Como a tensão segue alta em nossa região, a Arábia Saudita continuará a fazer tudo o que puder para assegurar a estabilidade dos mercados de petróleo”, afirmou o ministro durante um evento do setor.

“Nós gostaríamos de ter um mercado de petróleo estável, com crescimento sustentável em termos de demanda e crescimento sustentável em termos de oferta”, disse ele, acrescentando que tanto preços muito altos com baixos demais são indesejáveis. “A pior coisa é ter preços baixos que prejudiquem a indústria permanentemente.”

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SEGURANÇA

Os preços do petróleo operavam estáveis nesta segunda-feira, em meio a um aparente recuo de Estados Unidos e Irã após os dois países ficarem à beira de uma guerra na sequência de um ataque dos EUA com um drone que matou um comandante iraniano em Bagdá em 3 de janeiro. O Irã retaliou com mísseis lançados contra bases dos EUA no Iraque.

A Arábia Saudita, líder global em exportações de petróleo, chegou a sofrer um ataque sobre suas instalações petrolíferas em setembro do ano passado, o que reduziu temporariamente pela metade sua produção.

Na época, os governos dos EUA e da Arábia Saudita culparam o Irã pelos ataques, o que os iranianos negaram.

“Nós tomamos todas precauções que podíamos tomar”, disse o ministro de Energia a jornalistas, após ser questionado sobre se o reino havia elevado a segurança após recentes ataques dos Estados Unidos e do Irã na região.

Ele disse também que a produção do reino deve ficar em 9,744 milhões de barris por dia em janeiro e fevereiro.

Segundo o ministro, o Iraque elevou seu comprometimento com cortes de oferta liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em dezembro e buscará cumprir totalmente sua meta em janeiro.

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